Balanço do 10º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa foi positivo

Para encerrar o ciclo de palestras do 10º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, que realizou de 16 a 18/5 no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, a Mega Brasil, promotora do evento, encarregou de fazer um balanço final os cinco profissionais encarregados de acompanhar e avaliar o que foi apresentado e sugerir mudanças para o próximo ano: Antonio Alberto Prado, curador do congresso; Luiz Roberto Serrano, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação; Carlos Carvalho, secretário-executivo da Associação Brasileira das Agências de Comunicação; Lia Carneiro, jornalista especializada em Comunicação Empresarial; e Cristina Vaz de Carvalho, correspondente do informativo Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro. O balanço teve por título “Crème de la crème – o que levamos do 10° Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa”.


Ao dar início à apresentação, Antonio Alberto Prado sugeriu um momento de reflexão a todos os participantes. “Quais ensinamentos tiramos desse evento?”, questionou. Para ele, a qualidade esteve presente durante todo o congresso, que deve ser mais bem explorado. “Acredito que ainda falta algo escrito. Seria interessante editar futuros livros com todo o conteúdo apresentado” avaliou.


 


Em seguida, Lia Carneiro apresentou alguns números do evento com base nas respostas de fichas de avaliação entregues aos participantes antes e recolhidas após as palestras, que indicaram ter sido o congresso muito produtivo em diversos aspectos. Das 962 fichas respondidas, 85% consideraram que o conteúdo apresentado foi bem desenvolvido. Dos resultados que apresentou, no entanto, ela alertou existirem pontos a serem discutidos para obter melhores resultados. “Entre todos os quesitos, Inovação não correspondeu, pois conquistou apenas 63% de aprovação. Esse índice nos levará a elaborar o temário com mais cautela na próxima edição”, finalizou.


 


Na análise de Luiz Roberto Serrano o grande destaque foi a palestra de abertura do evento, ministrada por Nizan Guanaes, da África Brasil. “Eu observo o Nizan, não mais como publicitário, mas sim como um comunicador” opinou. Serra disse concordar com Guanaes quando este afirma  que os profissionais de comunicação, notadamente os jornalistas, só sabem lidar com “hard news”. “As assessorias de comunicação têm, realmente, dificuldade de trabalhar assuntos mais leves, como moda, cultura e diversos outros”, afirmou. Outro ponto que destacou foi que o congresso tratou muito de novas ferramentas de comunicação, como os blogs: “Mas ainda temos que aprender a lidar com isso”, avaliou. Para ele, não basta apenas introduzir essas novas ferramentas no Brasil. “A TV ainda é o principal instrumento de comunicação no país, por isso, devemos aplicar essas mudanças de acordo com a realidade brasileira” concluiu.


 


Para Cristina Carvalho, o congresso evidenciou a existência de duas correntes principais na comunicação atual: a individualização e globalização. Segundo ela, ao mesmo tempo que os novos meios vão individualizando cada vez mais a comunicação, existe a necessidade das empresas e instituições falarem para o mundo, o que aponta para uma tendência. “Hoje, a comunicação da empresa é influenciável pelos seus públicos” analisou. “Mas os valores culturais desses públicos devem ser respeitados, ainda que se mantenha uma única filosofia”. Na sua visão, as universidades poderiam agregar mais conhecimento para seus alunos: “Vejo a Internet como algo que têm de ser desenvolvido em discussões acadêmicas” finalizou.


 


Já Carlos Carvalho avaliou que o conteúdo apresentado poderia ter tido um melhor rendimento: “Os palestrantes não tiveram um foco de público específico. Alguns cases apresentados foram pouco esclarecedores. Muitas vezes porque as agências não quiseram ou não puderam dar detalhes. Acredito que deveria haver mais transparência”. Segundo ele, os temas que causaram geraram reflexão e discussão entre os profissionais da área, como as relações com o Judiciário e a formação profissional, foram os grandes destaques. “Que nas próximas edições tenhamos mais espaço para esses temas neste auditório maior” sugeriu.


 


Ao finalizar as atividades, Prado abriu para intervenções da platéia, que indicou desejar a discussão de temas como Justiça e Comunicação, cases de outros estados e a participação de pesquisadores e profissionais da área da educação no 11° Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa.


 


Wilkner Anderson e Thais R. Croitor


FONTE: Jornal da Comunicação Corporativa

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