Para diretora de agência, perfil de Paulo de Tarso foi “fundamental”

Sem experiência em marketing político, a diretora-presidente da agência de propaganda Matisse, Dalva Maria Fazzio de Andrade, 34, diz que foi iniciativa sua buscar uma parceria com o publicitário Paulo de Tarso Santos, o que possibilitou ganhar a licitação para cuidar da propaganda institucional do governo Lula.



"Iniciamos com o pé direito", diz Andrade. Ela afirma que ainda não há contrato formal com Santos, que deverá entrar como sócio da agência. (FV)



Folha – Foi uma surpresa para o mercado a escolha da Matisse. Como foi a aproximação com Paulo de Tarso Santos? A Matisse tem experiência em marketing político?

Dalva Andrade – A Matisse não tem nenhuma experiência em marketing político. Essa aproximação fui eu que fiz para o trabalho de planejamento estratégico para outros clientes.





Folha – A sra. já o conhecia?

Andrade – Não. Busquei um parceiro no mercado. Meu objetivo era começar a participar de concorrências públicas…





Folha – Como foi feita essa parceria? Foi formalizado um contrato?

Andrade – Ainda não formalizamos nada, mas vamos formalizar. Inicialmente, fizemos uma parceria para entrar juntos em algumas licitações. Mas a gente não está falando como se já tivesse o contrato [com o governo federal].





Folha – Existe alguma vinculação, pessoal ou partidária, entre os sócios da Matisse e Paulo de Tarso?

Andrade – Nenhuma. A única relação é comercial e mercadológica. Buscávamos iniciar uma experiência no marketing político, marketing governamental e iniciamos com o pé direito. Paulo de Tarso foi fundamental. Utilizamos a estrutura da Matisse com a "expertise" dele. Fizemos pesquisa qualitativa nacional e entramos com a proposta.





Folha – Quais os trabalhos com Paulo de Tarso na área privada?

Andrade – Estamos desenvolvendo assessoria de marketing e o planejamento estratégico de marca para a PST Eletrônica.





Folha – Essa empresa é de Sérgio Cerqueira Leite [sócio-controlador da Matisse], não é?

Andrade – É. Tarso já estava trabalhando nisso há algum tempo. Tem uma empresa, Tarso Institucional, que presta serviços à iniciativa privada.





Folha – A Matisse teve contato com as outras agências ganhadoras, para traçar uma estratégia?

Andrade – Não, ainda não. Tivemos um bate-papo rápido, mas nada estratégico. Não houve uma reunião.





Folha – A sra. tem idéia de como vai ser a "repartição desse bolo"?

Andrade – Não temos a menor idéia. É um formato novo.





Folha – 70% do capital da agência é de Sérgio Cerqueira Leite…

Andrade – Não é mais assim. Estamos alterando todo o contrato.





Folha – Paulo de Tarso vai entrar como sócio na agência?

Andrade – Vai.




FONTE: Folha de S.Paulo

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