Bob Oltmans, presidente da IPREX – International Public Relations Expertise

Sandra Sinicco, diretora de Relações Internacionais da Abracom, conversou com Bob Oltmans, presidente da IPREX – International Public Relations Expertise, uma rede de agências de comunicação corporativa independentes.      

      

A empresa nasceu nos Estados Unidos em 1987. Atualmente, a Iprex reúne cerca de 52 agências nos 5 continentes, sendo que nos EUA existe uma para cada estado norte-americano.      

      

Como foi este ano para as empresas de comunicação nos EUA?      

      

2002 foi um ano muito "soft" para as empresas de PR em meu país. Enquanto a indústria experiementou um declínio em 2001 e nós esperávamos uma revertida no quadro para 2002, isto nunca aconteceu. Muitas empresas fizeram downsizing e cortaram custos há um ano e, assim foram capazes de sobreviver em 2002, de forma mais compacta e restrita. Mesmo assim, várias empresas experimentaram um declínio em seu faturamento neste ano.      

      

O senhor poderia comparar a performance do seu setor nos EUA com outros países desenvolvidos?      

      

Enquanto a economia norte-americana como um todo e as empresas de PR em particular estiveram lutando para sobreviver, não pude observar focos de desenvolvimento expressivos em outras partes do mundo. Ao contrário, muitos países estão vivendo experiências similares com desafios na parte econômica. Por exemplo, aqui na América, os canadenses e mexicanos estão entrentando problemas pelo fato de suas moedas estarem signicativamente mais fracas em relação ao dólar americano, e assim prejudicando o comércio entre estes países cada vez mais difícil.      

      

Como o senhor avalia o impacto do ataque de 11 de setembro nos seus negócios?      

      

A economia norte-americana já estava em declínio em 2001. Os ataques de 11 de setembro não causaram este declínio, eles simplesmente o aceleraram. Qualquer tentativa de recuperação foi minada por estes ataques. Veja o impacto no setor de aviação e turismo ou no segmento das bolsas de valores….      

      

Quais as principais tendências que o senhor detecta para o setor da comunicação corporativa?       

      

A economia norte-americana está baseada no comércio de produtos manufaturados, que infelizmente continua muito fraco. Como resultado temos que os budgets de PR estão extremamente reduzidos e parecem que vão continuar assim em 2003.      

      

Estamos de frente para um tempo de mudanças em nossos negócios ou isto ainda é futuro?      

      

As empresas de PR sempre enfrentaram grandes mudanças mas uma delas será significativamente forte. O crescimento cada vez maior de redes de agências independentes em cima do mercado das multinacionais. Vejo que as empresas independentes, como aquelas que fazem parte da Iprex, oferecem aos seus clientes um     

valor agregado maior com um preço menor. Estamos trabalhando firmemente para levar isto às 2000 maiores empresas norte-americanas para criar um mercado mais atrativo para esta alternativa de negócios.      

      

Quais são os cinco principais pontos que o proprietário de uma empresa de comunicação corporativa deve levar em consideração nos próximos 5 anos?      

      

Tenho somente dois para indicar. Quando a economia voltar a se expandir resista à tentação de aumentar seus custos. Enquanto os clientes olham com muita atenção para a expansão de seus negócios em nivel internacional, aumente o valor de sua empresa entrando em redes globais . Isto fará com que você se expanda a custos menores no mesmo ritmo de seu cliente.      

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