Confira comunicado da Abracom sobre combos de serviços de assessoria de imprensa

Diante de várias manifestações a respeito do anúncio publicado pela agência 1927 sobre combos de serviços de relações públicas e assessoria de imprensa, a Abracom publica o comunicado abaixo, resultado de uma reflexão da diretoria da entidade sobre o setor. A Abracom não compartilha com o tom dado à campanha da 1927/Ideal, associada à entidade, por entender que a comunicação desses produtos banaliza o trabalho estratégico das agências.

 

“Assessoria de imprensa é a palavra chave que leva clientes de todos os segmentos econômicos à procura de uma agência de comunicação. Hoje, preferimos tratar esse serviço pelo nome de “relações com a mídia”, porque expressa melhor a amplitude e a complexidade de um trabalho que faz parte de uma atividade, a comunicação corporativa, que vai muito além da assessoria. Lidamos com planejamento, pensamento estratégico e uma série de serviços que promovem diálogo, interação e relacionamento com todos os públicos de uma organização, não apenas a mídia. Ao lançar a campanha dos combos de serviços da “1927”, a agência Ideal, associada Abracom, pecou em nomear essas ferramentas de relações públicas e assessoria de imprensa, afetando a visão do mercado para um serviço que já tem sido aviltado pela própria transformação da mídia e pela baixa valorização da atividade em tempos de crise. É claro que algumas tarefas já são submetidas a processos tecnológicos, que operam por meio de robôs de busca e monitoramento, por exemplo. Além disso, ao afirmar que coloca “sua marca na mídia a partir de xxx reais”, o anúncio faz uma promessa indevida, uma vez que na tarefa específica de assessoria de imprensa os espaços são conquistados. A Abracom entende que os formatos comerciais encontrados pelas agências para embalar seus produtos são legítimos. Mas não compartilha com o tom dado à campanha da 1927/Ideal, por entender que a comunicação desses produtos banaliza o trabalho estratégico de centenas de agências, de 15 mil profissionais que atuam em um mercado no qual – segundo pesquisa do Anuário Brasileiro da Comunicação Corporativa – 75% do faturamento vem dos serviços de relações com a mídia, o que envolve treinamentos, ações de crise, trabalhos de grande complexidade em torno de divulgação de causas e zelo pela reputação das organizações.”

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