Conheça diretrizes que ajudam na hora de segmentar a comunicação de RI para diferentes públicos estratégicos

Orientações do Codim explicam como melhorar o entedimento da mensagem.

Que tal conferir orientações de como diferenciar e adequar a comunicação da área de RI (Relações com Investidores) aos seus públicos estratégicos? Pensando nesta questão, o Codim (Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado) criou o documento “Segmentação da comunicação com o público do mercado de capitais”, que visa proporcionar melhor entendimento da informação divulgada ao mercado pelo setor de RI.

A iniciativa, inclusive, tem como propósito identificar as boas práticas e procedimentos para a comunicação feita por agências e empresas. Desta forma, é possível mitigar riscos e aperfeiçoar as ações estratégicas diferenciadas na disseminação da informação. “É importante tornar a linguagem mais compreensível e pensar em cada detalhe”, explica a relatora do Codim, Ligia Silva Leite Montagnini.

Já Helmut Bossert, coordenador da entidade, destaca a importância da criação do material como forma de tornar a comunicação inteligível ao mercado. “Os públicos estratégicos de uma empresa precisam entender os princípios básicos da organização”, diz.   Também lembra que é importante ficar atento às legislações emanadas em órgãos reguladores para isso.

Elaboração da comunicação

Para começar, o Codim recomenda que a empresa constitua um comitê de divulgação, formado por profissionais das áreas de RI, contabilidade, finanças, gestão de riscos, compliance, jurídico, planejamento e comunicação.

“Na comunicação direta é preciso se valer de linguagem simples e direta, acessível ao público”, destaca Montagnini. As ferramentas utilizadas podem incluir aplicativos e mídias sociais, contendo um resumo e um link para a informação completa.

Já na comunicação indireta, a instituição recomenda a análise da percepção do mercado sobre sua divulgação, ou seja, uma pesquisa para entender as necessidades de cada público. No estudo, também é importante obter informações tanto quantitativas como qualitativas sobre seu conteúdo e canais utilizados (website de RI, release, teleconferência, apresentação corporativa, relatório anual etc.).

Ainda dentro do tema comunicação indireta, o Codim orienta sobre o monitoramento de mercado. “É preciso avaliar a comunicação e as expectativas dos públicos de interesse em relação aos seus desempenhos financeiro e não financeiro”, conta a relatora. E   independentemente, do perfil e do nível de conhecimento do público, não deve ser alterado o conteúdo da informação transmitida.

Além disso, Haroldo Levy, gestor do Codim, traz a importância da revisão periódica no documento. “É preciso criar um cronograma de atualização dentro da empresa para que as informações não fiquem obsoletas. Outro ponto relevante é o fato dos dados não poderem ser omitidos no trabalho. A transparência é fundamental. Neutralidade também. Isso quer dizer que a divulgação não pode pender nem para um lado otimista, nem para um lado pessimista, e sim dizer, a verdade”.

Sobre o Codim:

O Codim (Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado) tem como missão elaborar pareceres de orientação para alinhar as melhores práticas de comunicação. E, desta forma, estabelecer princípios básicos e utilização de recursos tecnológicos compatíveis com as necessidades dos agentes do mercado de capitais. Em outras palavras, a instituição poderia ser chamada de uma “ABNT” na área de relações com investidores.

Para conferir o Pronunciamento sobre “Segmentação da comunicação com o público do mercado de capitais”, clique aqui.

Já para conhecer o Codim e outros pareceres, clique aqui.

 

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