Economia da Cultura é tema de debate sobre produção cultural

O que é Economia da Cultura? Uma nova área de saber? Um novo campo profissional? É preciso ser economista para entender deste assunto? Essas são questões centrais do livro “Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo” que Lusia Angelete e Manoel Marcondes Neto – consultores na área da gestão e da produção cultural – lançam no próximo dia 24 de agosto, através da Editora Ciência Moderna, na Livraria Leonardo da Vinci, no Rio de Janeiro, e dia 20 de setembro na Livraria da Vila, Jardim Paulista, em São Paulo.

Lusia Angelete valeu-se de um mestrado em Administração para apontar as bases da construção do novo campo: “Sem a formalização dos agentes e uma contabilidade confiável, o setor cultural continuará a ser vítima de práticas amadoras e intermitentes, não gerando políticas públicas ou privadas que sejam perenes e deem a solidez que a criatividade do artista e do produtor cultural brasileiros merecem”, diz Lusia, consultora fiscal-tributária cuja formação de base é a ciência contábil.

Manoel Marcondes Neto, por sua vez, avança nas questões que o motivaram a dedicar um doutorado ao marketing cultural: “Ora, se existe um mercado cultural, um mercado de arte, uma economia da cultura, é óbvia a existência de um marketing cultural – e que precisa ser dominado por aqueles que verdadeiramente são os produtores culturais – os artistas. As empresas dominam o processo e como patrocinadoras têm tirado muito mais proveito das nossas políticas culturais capengas, baseadas em incentivos fiscais, do que os artistas e o público – aqueles que deveriam ser os reais beneficiários de renúncias fiscais municipais, estaduais e federais”.

“O livro faz um percurso histórico de 90 anos de gestão da cultura no Brasil, de 1920 a 2010, e reflete a inconstância de nossa ação cultural e de nossas instituições culturais – algumas até bastante sólidas – em cinco setores: livro, museus, teatro, cinema e música. Um levantamento detalhado foi realizado junto a fontes como ANCINE, FGV, Fundação João Pinheiro, IBGE, MinC,Receita Federal e TCU – o que resultou em cruzamentos de informações e elaboração de tabelas a partir de dados que normalmente se encontram dispersos, dificultando a mensuração e a consequente base para formulação de políticas de investimento, tanto públicas como particulares”, ou seja, para uma verdadeira Economia da Cultura, conclui Lusia.

O livro estará disponível também na versão e-book. Textos de ambos os autores podem ser acessados em www.marketing-e-cultura.com.br

Serviço:

Lançamento do livro “Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo”, pela Editora Ciência Moderna

Autores: Lusia Angelete e Manoel Marcondes Neto.

Rio de Janeiro

Data: dia 24 de agosto (quarta-feira), às 19h – bate papo com os autores, Lusia e Manoel Marcondes, mediado pela RP Betty Serpa, logo após darão autógrafos

Local: Livraria Leonardo da Vinci – Centro – Rio de Janeiro  – Av. Rio Branco, 185 – Centro, (próximo ao metrô estação Carioca).

São Paulo

Data: 20 de setembro (terça-feira), às 19h00 – bate papo com Manoel Marcondes Neto, mediado por Dennis de Oliveira, professor da USP.

Local: Livraria da Vila – Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista – São Paulo.

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