Twitter: o que seus seguidores querem?

Ana Cristina Lima*


 


Para quem se deleita informalmente com o Twitter, nenhuma regra rígida vale, claro; a não ser a do cumprimento às leis estabelecidas no País. Porém, para aqueles que querem ou precisam fazer uso profissional do microblog, aqui vai uma dica: descubra o que seu cliente (no caso, os seguidores) quer ler e os motivos que o levaram a ser um follower.  Do contrário, acostume-se a perder seguidores e a ter um trabalho inócuo com as atualizações.


 


Para atrair o interesse dos followers, a empresa precisa, antes de tudo, descobrir para que tipo de seguidores ela irá escrever. Serão clientes finais? Prospects? Formadores de opinião? Imprensa? Internautas em geral? Pois é, também no Twitter vale o princípio de que os assuntos abordados e a própria linguagem devem se adaptar ao público. Parece simples e é mesmo. Entretanto, vemos por aí, a torto e a direito, perfis de “empresas” que mandam beijos, marcam encontros e falam de assuntos esdrúxulos, que não diriam respeito à organização. Pessoas físicas ou jurídicas devem ter a óbvia consciência de que tudo o que elas escrevem estabelece um posicionamento público, passível, portanto, de elogios, críticas e punições.  


 


Apenas promover sorteios não dá credibilidade a empresa alguma. E também não é do interesse de ninguém seguir um perfil que fale tão somente da organização, como uma propaganda que não para nunca. É como os classificados de um jornal. Se o leitor não quer vender, trocar ou alugar, aquele monte de papel vai para o lixo.


 


E já que é o nome da empresa que está sendo exposto, além da preocupação com imagem e reputação, também é fundamental obedecer aos padrões estabelecidos pela Língua Portuguesa. Claro que não é para ser formal, afinal os 140 toques permitem, sem problemas, as já conhecidas abreviações das redes sociais, a exemplo de vc, mto, ctigo, p/ ,  pq, etc. Evitando-se o “miguxês”, não há problemas em as empresas lançarem mão das abreviações. Mas  o assunto Língua Portuguesa nas redes sociais já é um assunto que rende um outro artigo.


 


*Ana Cristina Lima é Diretora Regional Nordeste da Abracom


 






FONTE: Abracom

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