Presidente da Abracom, Ciro Dias dos Reis, fala na Federasul sobre prevenção de crises corporativa

Presidente da Abracom destacou, na Federasul, que todos os veículos, sem exceção, mantém o mercado corporativo sob uma lupa


 


“Quando a rainha Elisabeth divulga sua mensagem de Natal pelo You Tube, é sinal de que o mundo já mudou”. Com essa frase, o jornalista Ciro Dias dos Reis, presidente da Associação Brasileira de Agências de Comunicação (ABRACOM) enfatizou que as empresas não podem mais ignorar as mudanças do mercado e da sociedade.


O conselho de Reis diz respeito diretamente à prevenção de crises corporativa. Elas podem afetar a imagem das empresas e determinar tanto o fim de organizações outrora respeitadas ou representar uma grande volta por cima, com um reforço na credibilidade. “A conduta das empresas é constantemente monitorada. Nesse sentido, a atitude mais eficiente é agir assim que forem detectados os elementos que potencialmente poderão evoluir para uma crise”, analisa o jornalista.


Um dos exemplos é a recente crise do crédito subprime nos Estados Unidos, onde os quatro maiores banqueiros do país foram questionados pelo fato de não perceberem da bomba-relógio que estava armada sobre o mercado financeiro. “Pelo menos dois terços das crises nas empresas poderiam ser evitadas com a ação imediata de seus gestores”. No Brasil, entre janeiro e abril de 2008, os veículos de comunicação noticiaram 185 crises, das quais pelo menos 75% não aconteceriam se fossem levados em conta indícios anteriores, segundo dados da ABRACOM.


O palestrante também apresentou cases de empresas que souberam administrar momentos delicados por meio de estratégias eficientes de divulgação e gerenciamento, caso da Petrobras por ocasião do afundamento da plataforma P-36 ou de empresas que imediatamente fazem recalls de seus produtos antes que problemas presentes venham a público de maneira desastrosa.


Nesse sentido, Ciro Dias destacou a força da internet na disseminação de notícias negativas sobre as empresas. “A web permite maior exposição e, portanto, maior risco”, alerta. Nos EUA, de acordo com o jornalista, um simples blog de um consumidor lesado ou um internauta ignorado por um departamento de comunicação pode gerar um rumor negativo que chega a milhões de leitores em poucos dias ou até horas. “É a era do protagonismo. Na internet, qualquer um pode ser formador de opinião”, conclui.


 


Fonte: Brasil Imprensa


FONTE: Brasil imprensa

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