O retrato da comunicação corporativa

Segunda sondagem consecutiva realizada pelo Comunique-se a pedido da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) mostra que o mercado das agências de Comunicação teve estabilidade e um leve crescimento no número de clientes no ano de 2003. Cento e oitenta e cinco agências cadastradas no Comunique-se responderam a pesquisa ? destes, 36,22% consideraram o mercado regular e 29,19% classificaram o ano de 2003 como bom. O objetivo do levantamento foi atualizar os dados sobre o setor, que tem pouca informação reunida.  

  

?A sondagem permite que as agências façam seu planejamento baseando-se nessas informações. Os clientes dessas agências também podem saber como é o mercado?, explicou o secretário-executivo da Abracom, Carlos Carvalho.  

  

Um dos pontos que mais chamou a atenção da Abracom foi a queda do valor dos fees mensais (remuneração pela carteira de serviços que o cliente contrata) médios para trabalhos regulares. Dos 185 entrevistados, 47,57% disseram que os fees foram de um valor de até R$ 3 mil. ?Avaliamos esse item como um reflexo da economia em 2003?.  

  

Carvalho observou que há até dois anos, agências de comunicação se queixavam que em tempos de crise, clientes rompiam contratos. Já no ano passado, em vez de cancelar os trabalhos, empresas buscaram renegociar preços. ?Daí a redução do fee mensal. A sondagem prova que o serviço de comunicação corporativa passou a ser avaliado como algo importante, e não mais acessório?.  

  

As agências atraem mais clientes dos setores de Saúde e Tecnologia e Computação ? 46,49% e 40,54% dos clientes são dessas áreas. O Terceiro Setor ficou em terceiro lugar, com 32,97%. O setor automotivo representa apenas 17,84% das contas das agências e está entre os segmentos que menos contratam o trabalho de comunicação. Carvalho lembra que as indústrias automobilísticas investem muito mais em publicidade e a maioria tem sua estrutura própria de assessoria. Para ele, há mais vantagens em terceirizar esse serviço, já que as agências podem oferecer muito mais à empresa do que uma estrutura interna.  

  

?A Abracom surgiu para oferecer uma organização ao mercado. Até os anos 90, essas agências ofereciam muito mais o serviço de assessoria de imprensa, enquanto outros trabalhos eram oferecidos pelas agências de Relações Públicas. Ao longo desse tempo, houve uma demanda por um serviço mais amplo. Desde então as assessorias de imprensa passaram a ser conhecidas como agências de comunicação porque estas passaram a oferecer um amplo leque de serviços?, comenta Carvalho, baseando-se no item 16 da sondagem, sobre quais são os serviços oferecidos pelas agências. Quase todos os entrevistados fazem assessoria de imprensa e 69,73% fazem planejamento para seus clientes. Trabalhos como produção de publicações (81,62%), eventos (62,70%) e treinamento de porta-vozes (60,54%) também estão entre os serviços mais prestados pelas agências.  

  

O levantamento também revela que, ao contrário das outras áreas em que jornalistas podem atuar, houve um crescimento do número de postos de trabalho. Enquanto de 2002 para 2003 houve um aumento de 9,5% de contratações, do ano passado para cá este aumento foi de 10%.  

  

De todos os entrevistados, apenas 22,16% são associados à Abracom e 53,51% conhecem o trabalho da Associação. ?Esse resultado é um desafio para atingirmos um número maior de associados. O desconhecimento nos mostra que temos um espaço grande para crescer? ? hoje a Abracom tem 155 agências de 12 estados e o Distrito Federal associadas.  

  

Uma comparação entre os resultados desta sondagem com a anterior está disponível no site da Abracom apenas para associados e só será divulgada para os não-associados no final do ano.  

  

Faça aqui o download do levantamento.  

  

  


FONTE: Comuniquese

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