6º Congresso: a Governança Corporativa

Um novo conceito que, aos poucos, vai revolucionando a administração das grandes organizações: a Governança Corporativa foi tema de um dos painéis, no segundo dia do 6º Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, realizado em São Paulo. 



O empresário e membro do Conselho do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Roberto Faldini, analisou dois modelos de administração: um, considerado ultrapassado, e o atual, tido como ?de transição?. 



No modelo anterior, os conselheiros são passivos e ?amigos do presidente?; os acionistas controlam com poder absoluto; os minoritários são passivos; há uma concentração do poder acionário; e o acúmulo dos cargos de presidente do conselho e diretor-presidente. 



O modelo de transição tem um conselho treinado e composto de uma maioria de profissionais externos; o acionistas minoritários são exigentes; há os investidores institucionais e uma fragmentação da composição acionária; o presidente é um profissional contratado; há a separação entre as funções da direção executiva e da presidência do conselho. 



Ainda: o modelo anterior traz características como capitalização e reinvestimento de recursos próprios; falta de transparência; contabilidade tradicional; ausência de um relatório de desempenho confiável; falta de avaliação de conselheiros; e desempenho de lucro insatisfatório. 



O de transição: mercado de capitais, prestação de contas, transparência nos números; novos padrões internacionais de contabilidade; relatório mensal dos conselheiros; avaliação do desempenho dos conselheiros; foco sobre resultados e geração de valor. 



O objetivo maior da governança corporativa seria a de ?indicar caminhos para todos os tipos de empresa, visando a melhoria do desempenho, e facilitar o acesso do capital? (tornar a empresa confiável para a obtenção de crédito). 



Sobre a reestruturação no Grupo Estado, Faldini afirmou que ?eles deram um passo importante na contratação de pessoas para ajudá-los a recuperar a estrutura interna da empresa?. Questionado sobre a resistência dos Mesquita de deixar a frente executiva das empresas do grupo, o consultor disse que, ?em geral, a dificuldade de abandonar o executivo é muito grande, é preciso dar um tempo para que as pessoas se conscientizem?. Faldini diz que, em casos como o do Grupo Estado, ?é natural, num primeiro momento, que haja dificuldades psicológicas para fazer o que precisa ser feito?.           
FONTE: Comuniquese

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