Assessorias orientam empresários e políticos no Sul

O verão não diminuiu o ritmo dos negócios em consultoria de comunicação em Porto Alegre. Em fevereiro, palestras e workshops continuam oferecendo a empresários e políticos orientações sobre como melhorar seu relacionamento com a imprensa.



A Universidade Sebrae de Negócios (USEn) acaba de promover o workshop "Vença com a mídia", que vem sendo realizado há um ano na capital. Criada a partir do interesse do público do Sebrae e de uma proposta do jornalista Tulio Milman (apresentador da RBS local), a atividade já teve mais de dez edições.



Instituições como o Ministério Público, Ibama e Associação dos Juízes do RS solicitaram capacitações exclusivas para o seu público interno. Segundo Alessandra Loureiro de Souza, técnica da área de criação da USEn, o retorno tem sido excelente: "Estamos pensando em abrir um módulo avançado do workshop, para atender ao interesse dos participantes".



Outra iniciativa que deu certo foi a palestra "Como se relacionar com a imprensa… na prática", ministrada pelo jornalista Diego Casagrande, que iniciou o trabalho em setembro de 2002 e já está na oitava edição. Só neste mês, Casagrande proferiu duas palestras. "Dou dicas práticas para o público sobre como agir em entrevistas e outros contatos com a mídia", afirma. O jornalista também orienta sobre como reagir quando existe algum problema com a imprensa: "Quando a marca sai de maneira negativa no jornal, não é o fim do mundo. Tudo vai depender da postura do empresário".



Já na capital paranaense, as assessorias de imprensa que fazem "media training" estão esquentando os motores, à espera de que os negócios se aqueçam após o Carnaval. As expectativas são boas: a demanda por consultoria em relacionamento com a imprensa é grande, não apenas entre os próprios clientes das empresas de assessoria, mas também na área do governo estadual. "Os secretários recém-empossados e seus assessores são um público em potencial. Já detectamos esse nicho e estamos nos preparando para atendê-los adequadamente", diz Moema Zucherelli, diretora da Lide Multimídia, de Curitiba.



A Lide, que acaba de completar dez anos de atuação, já fazia "media training" de maneira informal para seus clientes. Agora, prepara-se para entrar em 2003 oferecendo este serviço como um "plus". Estão sendo oferecidos workshops modulares, direcionados para empresas, profissionais autônomos e órgãos governamentais. Cada módulo abrange um assunto específico e o cliente pode optar por um pacote com serviços personalizados. "Recomendamos que se faça no mínimo os dois módulos básicos: Mídia, que ensina quais são as mídias e os veículos, e Relacionamento, que trata de como se relacionar com essas mídias", conta Moema.



A empresa também está preparando palestras para públicos heterogêneos, onde o tema do relacionamento com a imprensa será tratado de forma mais generalizada. De acordo com Moema, a Lide decidiu partir para o mercado de "media training" de forma mais agressiva depois de constatar que, ao longo do ano passado, muitas empresas do Paraná contrataram esse tipo de serviço em São Paulo. "Nós temos mais a oferecer, e por um custo muito mais acessível. Afinal, conhecemos a fundo a imprensa local, o funcionamento de cada veículo e os profissionais-chave".



Na Central Press, o "media training" é um serviço para clientes que funciona há três anos. "Não temos tanta demanda quanto em assessoria de imprensa ou produção de informativos, mas mesmo de forma esparsa, são constantes os pedidos para realização de workshops", explica Cláudio Stringari, um dos sócios da Central Press.



Ao longo desses anos, Cláudio percebeu que uma das falhas da comunicação entre clientes e imprensa acontecia entre funcionários de base das empresas, que não haviam recebido treinamento. "Executivos, diretores e pessoal de marketing faziam o media training e ficavam bem preparados, especialmente para administração de crises. Mas no dia-a-dia, muitos jornalistas acabavam esbarrando em outros funcionários – repórteres empacados com secretárias, cinegrafistas barrados por seguranças, e assim por diante", conta.



A partir dessa constatação, os módulos de "media training" da Central Press passaram a contemplar também todo o pessoal que pudesse ter algum contato com a imprensa. "Funcionou bem. Posso citar como exemplos o Shopping Curitiba e o Hospital Pequeno Príncipe, que não atendemos mais, mas onde o nosso trabalho ficou como referência", afirma.



(*) Svendla Chaves é da equipe do Beminformado.com.br
FONTE: Comuniquese

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