Relações públicas, esta incompreendida

O mercado de relações públicas (RP) no Brasil, como de resto a maioria das atividades, tem um enorme potencial para crescer. Toda vez que se compara o consumo de produtos e serviços do Brasil com o de outros países ? particularmente com o dos Estados Unidos ? os dados são assustadores.   

  

Também, pudera. Com um PIB correspondente a quase 30% do PIB mundial, os Estados Unidos não fazem mais do que a obrigação. A pergunta, no entanto, é o que vem antes, a galinha ou o ovo. O país é tão grande e por isso consome tanto, ou pelo fato de consumir tanto é que ficou tão grande.  

  

Com Relações Públicas, não podia ser diferente. A maior empresa de RP do mundo fatura, só na cidade de Nova York, um pouco mais do que o consumo de RP no Brasil inteiro ? cerca de US$50 milhões por ano. Parece pouco, e é.  

  

No México, por exemplo, investe-se US$1,8 bilhão em propaganda, e 2,5% deste valor em relações públicas, ou seja, US$ 45 milhões. Se o mercado de propaganda no Brasil chega a pouco mais de US$8,5 bilhões por ano, reservados míseros 0,6% para relações públicas é ignorar um importante instrumento de comunicação. Ou melhor, desconhecer o que a relações públicas ? esta incompreendida ? pode fazer pela sua empresa:  

  

– Planejamento estratégico da comunicação corporativa;  

– Comunicação dirigida aos diversos públicos que a empresa precisa atingir. Acionistas, funcionários, parceiros comerciais, comunidade, consumidores, governo, etc;  

– Relações com a imprensa;  

– Gerenciamento de crises;  

  

Enfim, relações públicas é toda a administração da reputação de uma empresa. Alguma empresa pode ter sucesso sem administrar bem seu relacionamento com esses públicos? Sem administrar bem a sua reputação?  

  

E, para esclarecer melhor a diferença entre propaganda e relações públicas, é simples.   

  

Propaganda é o que fala de si mesmo. Relações públicas é o que os outros falam de você. É fácil deduzir qual da duas tem maior credibilidade.   

  

De acordo com Paulo Holmes, editor da revista Inside PR, "enquanto a propaganda é uma importante ferramenta da comunicação, RP é muito mais do que isto, é uma caixa de ferramentas, um processo, talvez até mesmo uma maneira de pensar".   

  

Dificilmente uma agência de propaganda vai recomendar uma solução que não envolva a compra de um espaço através do qual a empresa vai expressar seu ponto de vista. Relações públicas, ao contrário, é definida pela habilidade de passar mensagens através de uma ampla gama de veículos em espaços cedidos. Propaganda é um produto, enquanto relações públicas é um processo.  

  

Recente pesquisa feita mostra que 76% dos principais executivos de empresas reconhecem que RP tem se tornado mais importante para eles do que era há cinco anos e 82% a consideram uma função da alta cúpula da empresa.   

  

"As empresas, independentemente do seu porte, precisam ter imagem positiva junto às suas comunidades, ou certamente falharão." A pesquisa, realizada pela Impulse Research há apenas três meses e publicada na revista Inside PR, vai além: "Estamos indo em direção a um mercado de relacionamento, e RP é a melhor maneira de influenciar os seus públicos".  

  

É por tudo isso que o mercado de relações públicas está crescendo a uma respeitável taxa de 25% ao ano, com especial destaque para as áreas de saúde, tecnologia, relações com investidores e relações governamentais. Comece a reparar como as empresas de sucesso atuam junto ao público, como elas são vistas pela imprensa e como os consumidores as prestigiam.  

  

  

  


FONTE: Publicado no jornal Meio e Mensagem

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