Jornalista defende a importância do press-clipping

Um dos mais avassaladores erros cometidos por empresas de Comunicação, até meados dos anos 90, era a contratação de estagiários ou pessoas com o segundo grau completo para a tarefa diária do press-clipping.   

  

Esmiuçando o termo em tarefas, o clipping daquela época consistia em fazer o funcionário acordar às 4h da manhã, para, no máximo às 6h, estar a postos para ler os veículos de comunicação ? apenas todos os jornais impressos do eixo Rio/São Paulo e eventualmente Brasília, além das revistas semanais de interesse geral e as do mercado específico do cliente, grifando as palavras-chave (que geralmente se limitavam ao nome do cliente e seus produtos).   

  

Em seguida, senão ele próprio, um outro se encarregava de recortar, colar num formulário específico e anotar os devidos detalhes de menção de veículo de comunicação, seção, data, página e, em alguns casos mais extremos, se a edição era semanal, mensal ou de domingo, para uma posterior análise de resultados. O material, se não circulava pela empresa, ou ficava numa pasta à disposição dos interessados do escritório, ia direto para a mesa do responsável pelo atendimento, depois de devidamente encaminhado por fax, diariamente, ao cliente.  

  

Até hoje há empresários (novos!) e mesmo quem trabalha com Comunicação Empresarial (leiam-se profissionais de Marketing, Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda) ainda acha o clipping um detalhe menor no projeto de divulgação de uma marca, um produto, uma empresa. Ledo engano!  

  

O início, o meio e o fim  

  

O clipping é o início, o meio e o fim de qualquer trabalho de Assessoria de Imprensa, desenvolvimento de Campanha Publicitária, Acompanhamento de Marca, Monitoramento da Concorrência (via anúncio ou matérias, notas e reportagens e seja lá o que faça com que o cliente precise entender de seu mercado para achar seu diferencial).   

  

Minha percepção é a de que o clipping é, para o profissional de Comunicação e para um empresário que toma decisões importantes, matéria-prima, insumo básico para a formulação de uma pauta, estratégia de negócios, campanhas de motivação etc..   

  

É a pesquisa que leva ao conhecimento e, quem conhece pode discutir de igual para igual, fornecedor e cliente, sem arrogância, mas com conhecimento de causa. Vale lembrar que ele tem que englobar não apenas o cliente potencial, mas seu mercado e eventuais concorrentes (pelo menos os mais óbvios).   

  

Por esse motivo, abracei a causa, montando uma estrutura que pudesse servir a este mercado de forma competente, séria e profissional. Comecei, como todos começam um dia, pequena, em casa, com apoio da família. Mas, passados mais de 10 anos, a Clipping TV, inicialmente voltada ao acompanhamento das então ditas mídias eletrônicas (TV e Rádio), superou barreiras, conquistou espaços e hoje tem plena capacidade de atender a qualquer tipo de demanda de clipping: impresso, eletrônico, da internet e, mais, com qualidade e rapidez no delivery.   

  

Basta uma rápida passada de olhos pelo universo dos veículos, de lá para cá, para perceber como ele cresceu absurdamente, com o aumento das revistas especializadas, a explosão de sites e programas de tevê, as Tvs a cabo etc.. Graças ao desenvolvimento de novas tecnologias, pudemos acompanhar este crescimento e permitir aos nossos clientes acompanhar melhor o mercado de seus assessorados.   

  

Se antes, o clipping revela o que o cliente faz para a apresentação de uma proposta completa, depois de conseguir o cliente, o clipping continua com sua vital importância. Por ele, sabe-se que matérias estão em evidência, para orientar quanto à possibilidade de virar ou não uma fonte sobre um assunto atual ? recomendando as melhores práticas em relação às respostas de acordo com as estratégias da empresa ? reativa ou de forma pró-ativa.   

  

No mínimo, a leitura diária do clipping permite que o assessor não cometa o impropério de oferecer uma pauta velha a um veículo de informação, não expõe o cliente e não deixa o time sem dados para escolher uma ou outra ação tática de comunicação. E pode sempre dar margem a uma suíte, dependendo do teor de uma matéria que saiu no dia e da importância das informações que podem ser acrescentadas ao tema.   

  

Mas a importância do clipping é ainda maior no depois, quando exerce a função de mostrar o resultado de sua ação de Comunicação. Desde que ele não seja quantificado em termos de centímetro x coluna, mas acompanhado de uma abrangente análise sobre o trabalho desenvolvido versus o que o mercado (concorrência) aponta e comparado com o Plano de Metas do cliente, então, o clipping terá cumprido seu papel. Com louvor!  

  

E a tecnologia?  

  

Só tem somado nesse mercado. Especialmente com o advento da banda larga, a entrega das matérias acontece quase que em tempo real, poupando valioso tempo de tomada de decisão pelo cliente, que deve agir com rapidez diante de um problema já televisionado, ou espalhado em sites pela Internet, cada qual com sua versão.   

Mas de nada adianta tudo isso se, por detrás da tecnologia, não houver gente capacitada para entender e entregar o que o cliente deseja.   

  

Por esta razão, a Clipping TV reinveste continuamente na profissionalização deste mercado, ainda considerado à margem da divulgação, seja via material jornalístico ou publicitário. Hoje, toda a produção da nova filial, em São Paulo, é acompanhada por jornalistas e estagiários de comunicação.   

  

E, como uma das mentoras e ainda membro atuante da ABEMI (Associação Brasileira das Empresas de Monitoramento de Informação), não posso deixar de levantar a bandeira da profissionalização crescente deste mercado. Há que se entender, finalmente! O clipping é um mal necessário, sim. E cada vez mais imprescindível aos agentes de sucesso da sociedade atual.  

  

*Geany Menezes é publicitária e diretora da Clipping TV (www.clippingtv.com.br), uma das empresas pioneiras do setor, com sede no Rio e em São Paulo. Com uma carteira de aproximadamente 700 clientes, atende a clientes de todos os portes.   


FONTE: Portal Imprensa

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