O normal não é mais normal: roda de conversa do GT de Comunicação Interna da Abracom debate inclusão do digital, novas formas de engajamento e saúde emocional nas agências

 

Na manhã desta quarta-feira, 06/05, as agências de comunicação do GT de Comunicação Interna da Abracom trocaram experiências de como está sendo a comunicação em meio à epidemia da covid-19 e quais são as expectativas para o pós- pandemia. Os coordenadores do GT moderaram a conversa: Claudia Zanuso, da Duecom, Ciça Vallerio, da Stella Comunicação e Fábio Almeida, da STO200 Vídeos.

A troca de experiências reuniu pontos e tópicos enriquecedores para o mercado da comunicação e como ela está sendo utilizada nas agências. “Comunicação interna é um trabalho bastante reconhecido e valorizado. Ainda mais nesses tempos de pandemia”, disse Claudia Zanuso. “Estamos usando a fala mais da pessoa física e não da jurídica. Se ligando e comunicando mais diretamente”, completou. De acordo com os comunicadores, o mercado sentiu um incremento nas relações humanas. Desde o início da quarentena e o trabalho em casa, a produção de conteúdo e campanhas tiveram que se voltar para o comportamento, diversidade e inclusão. Utilizando cada vez mais vídeos.  “Estamos usando mais podcasts e vídeos. É comunicação de guerrilha e realmente integrada”, disse Adriano Zanni, da Trama Comunicação.

Além disso, o digital se tornou crucial para a adaptação de reuniões online, projetos, contratações remotas e propagação de informações diretamente na comunicação interna com os funcionários. Este último, muitas vezes, não chegava tão rapidamente no offline. “Voltamos a ter mais um misto de digital e organização humana. Pensamos em nova forma de convivência. Precisamos encontrar novas formas de conviver no mundo digital”, relatou Milena Fiori, do Grupo In Press.

Outro pronto presente no debate foi a comunicação como papel fundamental na saúde emocional e melhor diálogo entre os funcionários e colaboradores. “Nós, como agência, somos influenciadores”, disse Márcio Cavalieri, da RPMA Comunicação.

Entre conversas, debates e troca de experiências, os comunicadores esperam que no pós- pandemia, o mercado acolha e continue a produzir campanhas que envolvam causas conscientizadoras. Como foi levantando no debate, o normal não é mais o normal.

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