Como elaborar um código de ética é tema do último dia do seminário sobre compliance

O terceiro e último módulo do seminário “As Agências de Comunicação e o Compliance – Riscos e Propostas”, foi realizado nesta terça-feira (19/2) e discutiu como deve ser elaborado um código de conduta.

Os convidados foram Alessandra Gonsales e Mario Ernesto Humberg, ambos integrantes do Conselho de Ética da Abracom. Alessandra iniciou sua apresentação explicando que o compliance é  importante nas empresas porque cria procedimentos, políticas e processos para mitigar riscos que possam trazer danos patrimoniais e reputacionais. “O código de ética não pode ser usado como manual de veículo, que só é consultado quando acende uma luz de alerta no painel”, afirmou.

A advogada, que é especialista em implantação de programas anticorrupção e de lavagem de dinheiro, alerta que os riscos são dinâmicos e, por isso, os códigos precisam passar por revisões periódicas. Segundo ela, o código deve ser feito sob medida, porque cada ambiente tem suas peculiaridades e os riscos variam mesmo dentro de empresas do mesmo setor.

“É importante não apenas para mitigar os riscos da empresa, mas também dos colaboradores, já que cada vez mais existe a responsabilização dos gestores, inclusive criminalmente”, disse.

Para que haja engajamento, a advogada alerta que é preciso que os funcionários se sintam parte do processo. Submeter uma minuta para avaliação dos colaboradores faz com que eles respeitam a iniciativa e participem. Além da chancela da alta administração, imprescindível para que o processo seja bem-sucedido.

Em seguida, foi a vez do consultor sobre ética empresarial Mário Ernesto Humberg falar sobre a importância dos valores da empresa. Ele destacou os valores também vão se alterando com o tempo. Respeito ao meio ambiente, diversidade e qualidade de vida, por exemplo, são questões que passaram a ter importância crescente nos últimos anos.

“Assédio moral é um tema relativamente novo. Um chefe destratar um colaborador na frente dos outros hoje não é mais aceitável”, explicou. Humberg apontou ainda que punições devem existir, mas não são o foco. “Antes os códigos eram uma série de “nãos”. É preciso mostrar os resultados positivos”.

A presidente do Conselho de Ética da Abracom, Gisele Lorenzetti, destacou a importância da iniciativa da entidade. “A Abracom cumpre papel extremamente importante ao levar o assunto compliance para as agências”, disse.

As gravações dos três encontros já estão disponíveis para os associados que tiverem interesse. Basta enviar um e-mail para eventos@abracom.org.br para solicitar o link de acesso. Os valores variam de acordo com a faixa de faturamento da agência.

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