Leões de Cannes são cada vez mais disputados por cases de PR

Em webinar para associados da Abracom, executiva do festival de Cannes deu dicas para inscrever campanhas

Os cases de PR estão ganhando cada vez mais destaque no Festival Internacional de Cannes. Na edição de 2009, foram inscritos 431 trabalhos na categoria. As inscrições vêm crescendo ano a ano, até chegar ao recorde registrado no ano passado: 2.209 cases. Os números foram apresentados pela diretora de Desenvolvimento de Prêmios do festival, Fiorenza Plinio, durante webinar promovido pela Abracom para seus associados, na manhã do dia 11.

“Se você é criativo, você gera negócios”, explicou a executiva de Cannes durante a transmissão online. Segundo ela, campanhas bem-sucedidas não exigem necessariamente grandes budgets. Para Fiorenza, o importante é ver as questões sob nova perspectiva, levar seu público a repensar suas posições, evocar respostas emocionais e ser relevante.

Novas tecnologias são um bom recurso para amplificar a mensagem e alcançar um público maior. Ela destaca que a autenticidade e o propósito da campanha são fatores avaliados pelo júri. Entre as opções de categorias para as agências de comunicação, as principais são saúde e bem-estar, gerenciamento de crises, public affairs e mercado de luxo.

Na hora de inscrever um case, Fiorenza recomenda apresentações sucintas, que vão direto ao ponto, mas que sejam embaladas de forma a atrair a atenção dos jurados. Por isso, os vídeos são bem-recebidos. Ela lembra que é importante dar informações adicionais aos jurados para que haja contextualização em casos específicos. “Não tente impressionar o júri com jargões e hipérboles”, aconselha. “Mais do que vender é preciso explicar a campanha, por essa razão, é importante destacar os resultados obtidos”, disse.

A recomendação vale sempre, mas não é demais repetir: não deixe para a última hora. Prepare o material para a inscrição com antecedência e consulte a organização se tiver dúvidas. A inscrição para o Cannes Lions 2017 termina em 20 de abril, mas Fiorenza afirmou no webinar que o prazo pode ser negociado caso o participante necessite de mais tempo.


 

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