Anuário Socioeconômico de Pernambuco 2011 é lançado no Recife

Uma produção da SMF|TGI Editora, em parceria com a Signo Comunicação, que faz um passeio entre as microrregiões de Pernambuco trazendo informações sobre economia, histórias, geografia e cultura.

Nesta sexta-feira, 13 de abril, a SMF|TGI Editora, que mensalmente produz a Revista Algomais, inicia a distribuição do Anuário Socioeconômico de Pernambuco 2011. Esta segunda edição do Anuário foi desenvolvido pela Signo Comunicação, com participação dos historiadores Mario Ribeiro e Carlos André Silva de Moura e dos jornalistas Pedro Ivo Bernardes, Kássia Alcântara e Bruna Cruz, o anuário identifica os cenários geográfico, econômico, cultural e histórico das 12 microrregiões de Pernambuco – incluindo o Arquipélago de Fernando de Noronha, trazendo dados atualizados referentes ao exercício de 2011.

A publicação faz um passeio pelos municípios que se destacam, buscando privilegiar a diversidade do estado. Na temática histórico-cultural a publicação aborda as festas e manifestações populares. Já na abordagem do cenário econômico traz informações sobre investimentos, vocação produtiva, alternativas e soluções que estão sendo aplicadas para o desenvolvimento de Pernambuco. Ao final do Anuário é possível consultar a estrutura dos poderes executivo, legislativo e judiciário, além de um índice com municípios e prefeitos do estado.

São dez mil exemplares, em papel couche e lombada quadrada, distribuídos para formadores de opinião como empresários, executivos, políticos, jornalistas e órgãos de classe. O Anuário Socioeconômico de Pernambuco 2011 conta com um novo projeto gráfico desenvolvido pelo designer João Paulo Angelim. A publicação adota uma linguagem visual que contempla o moderno e o regional a partir das cores, tipografia e segmentação da informação.

DESTAQUE – Na Região Metropolitana do Recife, é citado o crescimento da construção civil, bem como para a ampliação do Porto Digital. O Cluster de TI passa a englobar o bairro de Santo Amaro, além do Bairro do Recife. Em Suape, o movimento de cargas do Tecon Suape cresceu 35% em relação ao ano anterior, dando uma amostra da manutenção do ritmo de crescimento da economia do estado. Ainda na RMR, o Anuário apresenta detalhes sobre a implantação da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata. Em Igarassu, revelamos um pouco sobre a igreja mais antiga do Brasil.

Na Mata Norte o anuário mostra os indicativos da verdadeira transformação econômica por qual passa a Região, com a mudança do perfil, historicamente ligado à cana-de-açúcar, para a indústria. Duas novas cadeias econômicas estão em desenvolvimento em Goiana: farmacoquímica e automotiva. No aspecto cultural o destaque fica com a Batalha das Heroínas de Tejucupapo, revivida anualmente em um espetáculo com cerca de 200 mulheres da região; o Maracatu de Baque Solto em Nazaré da Mata; as obras do artesão Zé do Carmo, patrimônio vivo de Pernambuco; e a culinária local, como o queijo com mel de engenho.

Na Mata Sul, que também passa por um forte processo de industrialização, bastante influenciada por Suape, ainda é mantida forte atividade ligada à cana-de-açúcar. Destaca-se a indústria de bebidas e alimentos (principalmente em Vitória). O Anuário registra o reduto quilombola em Palmares, que também é terra de grandes poetas que deixaram um legado para a literatura pernambucana, como Ascenso Ferreira. No tempo festivo, destaque para o Carnaval de Vitória, com a rivalidade entre os clubes carnavalescos que tem nomes de bichos. Além das comemorações do Dia de São José e a preparação para o plantio do milho.

No Agreste Setentrional, o Polo da moda alavanca a economia local, garantindo emprego e renda para aproximadamente 150 mil pessoas. O Moda Center Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe, recebe cerca de 100 mil pessoas por semana. No Agreste Central, o crescimento exponencial da indústria e do comercio de confecções, em grande parte, acelera o desenvolvimento de outros segmentos como o de serviços e construção. Além do potencial turístico das cidades que chegam a dobrar de população na Semana Santa e no São João.  Ênfase para o Carnaval de Bezerros, que é o terceiro maior polo carnavalesco de PE, e em Caruaru o Alto do Moura, que é considerado pela UNESCO como maior centro de artes figurativas da América Latina.  Já no Agreste Meridional, o turismo e pecuária leiteira são o forte da região, que recentemente passou a abrigar diversas indústrias de laticínios começando a se consolidar como polo da indústria de alimentos.

Porta de entrada para o Sertão, o Sertão do Moxotó tem como destaque Arcoverde com seu expressivo polo educacional. Na cidade de Custódia, atualmente, cerca de 50% das vagas formais de trabalho estão nas obras da transposição. A agricultura familiar também é um forte da região, com destaque para Inajá e a produção de Melancia, tomate, feijão e melão.  Já nz Região vizinha, Sertão Itaparica, a Economia local gira em torno do Lago de Itaparica. Em Petrolândia, 4º PIB per capita de PE, está instalada a Hidrelétrica Luiz Gonzaga. A cidade também tem destaque no turismo subaquático onde pode ser visitada a antiga cidade alagada para a construção da barragem.

No Sertão do Pajeú encontramos uma economia baseada na avicultura, pequenas indústrias e turismo. Na agricultura, além do milho e feijão, a região cultiva cana-de-açúcar em cerca de 100 engenhos que produzem mel, rapadura e cachaça. Apesar de não fazer parte da área onde estão sendo realizadas grandes obras estruturadoras como a transposição e a transnordestina, a região concentra grande demanda na área da construção civil. Em 2011, um dos principais aquecedores da economia local foi o a construção de moradias do Programa Minha Casa Minha Vida e que deixa recursos no comércio de material de construção, além de contratar mão de obra local. No turismo Triunfo é a cidade de maior expressão, com grande destaque para a arquitetura. Já São José do Egito e Tabira são redutos de poetas e repentistas.

A Transnordestina tem mudado o cenário do Sertão Central. A economia local, tradicionalmente baseada na agropecuária e apicultura, vem abrindo espaço para o cimento e o ferro. O município de Salgueiro concentra a maior parte da indústria, comércio e unidades de serviço da microrregião e será o eixo da Plataforma Logística Multimodal.  O polo gesseiro movimenta a economia do Sertão do Araripe. A cadeia do gesso garante 13.200 empregos diretos e aproximadamente 66 mil indiretos. O escoamento da produção da região deve ser bastante beneficiado com a implantação da Transnordestina. Em Exu, onde nasceu Luiz Gonzaga, fica o Parque Aza Branca onde a memoria do artista é preservada em fotografias, textos, vídeos, entre outros.

No Sertão do São Francisco se desenvolve o polo da vitivinicultura pernambucana. A agricultura irrigada permite a produção de uvas tanto para consumo como para a produção de vinhos. Porém a principal cultura em área plantada é a manga com uma produção de aproximadamente 150 mil toneladas por ano.

 

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