Futuro reserva jornalismo feito em plataformas digitais por jornalistas e usuários

O 1º Seminário de Jornalismo Online MediaOn realizado pelo Terra Networks Brasil e Itaú Cultural, com apoio da Abracom, nos dias 12, 13 e 14 de junho, em São Paulo, abordou os rumos do jornalismo online no Brasil e em outros países. A abertura contou com palestras do “futurista” do NY Times, Michael Rogers e Américo Martins, diretor-executivo para as Américas e Europa da BBC. Segundo Rogers, “a internet é a uma meta-mídia que vai cobrir todas as mídias”. Ele falou também sobre a capacidade de transmissão de dados que o celular tem e que provavelmente irá substituir os atuais laptops.


 


Ao longo dos dias 13 e 14 os painéis com especialistas brasileiros e internacionais debateram o futuro do jornalismo na web, os desafios dos veículos tradicionais diante da revolução tecnológica, o perfil do jornalista da internet, jornalismo colaborativo e cidadão e o impacto dos blogs na geração da notícia. Para o cientista chefe do Centro de Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.), Silvio Meira, não foi só no jornalismo que a internet alterou o fluxo de conhecimento e as formas de interação. “Eu hoje sei muito mais sobre a doença no meu pé do que o meu médico, porque eu leio muito mais do que ele sobre o assunto, e decidimos juntos sobre os procedimentos”.


Já o jornalista Ricardo Noblat contou a trajetória de seu blog e falou da importância da credibilidade. “Num veículo grande o jornalista tem o respaldo da empresa, já no blog a credibilidade afeta diretamente o profissional”.


 


A formação de profissionais para o mercado digital foi discutida pela maioria dos debatedores e segundo eles, não difere da formação do jornalista convencional. Curiosidade, boa cultura geral, domínio de mais de uma língua, ética e credibilidade são características apontadas como necessárias como fundamentais para o profissional da rede. Ainda sobre a formação dos profissionais Rosental Calmon Alves, professor da Universidade do Texas, falou da importância das universidades oferecerem disciplinas de mídias digitais aos alunos.


 


Outros temas como, projetos de leis brasileiras de proteção da internet e como cobrar pelo conteúdo produzido na rede também foram discutidos. Muito se falou sobre geração de negócios e a migração das verbas de publicidade dos veículos tradicionais para a web. Caio Túlio Costa, diretor presidente de Internet da Brasil Telecom, falou das dificuldades da televisão, rádio e jornais impressos em manter o crescimento que vinham tendo nos últimos anos. Mas o jornalista não acredita no fim das mídias tradicionais e sim numa renovação. “O desafio da  velha mídia é entender que o jornalismo se faz numa nova plataforma e não basta transpor o conteúdo que já é feito para a nova plataforma”. Modelos de jornalismo online do NY Times, BBC.com, CNN.com, RBS TV, também foram apresentados no seminário.


 


Por Érika Ramos


FONTE: Abracom

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