Existe espaço para o Brasil no Exterior, dizem correspondentes estrangeiros em encontro da Abracom

A 7ª Edição dos Encontros de Comunicação Corporativa da Abracom reuniram na manhã do dia 8 de novembro os jornalistas Verónica Goyzueta e Mario Andrada e Silva, para apresentar o trabalho dos correspondentes estrangeiros no Brasil a um público de cerca de 50 profissionais de agências de comunicação e empresas.

No encontro, realizado no Meliá Mofarrej, em São Paulo, a peruana Verónica Goyzueta, presidente da Associação de Correspondentes Estrangeiros em São Paulo e correspondente do jornal ABC, da Espanha, apresentou um panorama da presença de jornalistas de veículos do exterior no país, especialmente na cidade de São Paulo, onde são mais de 100 profissionais.  Goyzueta destacou que há espaço para o Brasil na mídia internacional. Mas o país é visto pelos grandes veículos do exterior como “apenas mais um país da América Latina, apesar do destaque que vem ganhando, especialmente no campo econômico”, disse. Ela realizou um levantamento entre os dia 7 de outubro e 7 de novembro, em cerca de 10 jornais dos EUA, Argentina, Espanha, França, Inglaterra e China. E verificou que foram publicadas mais de 300 menções ao país. Segundo a presidente da associação de correspondentes, os profissionais que estão no Brasil negociam suas pautas com a editoria internacional dos veículos que representam. “O que limita o espaço para pautas de outras áreas, pois elas teriam de ser negociadas caso a caso com os outros editores”, afirmou.

Para o brasileiro Mario Andrada e Silva, diretor da Agência Reuters para a América do Sul, as notícias geradas no Brasil têm grande interesse no exterior, “desde que tenham um foco muito bem afinado e detalhes relevantes para o possível leitor estrangeiro”, disse. Andrada e Silva contou que o ritmo de uma agência de notícias é bastante peculiar, muito diferenciado dos jornais. “Não temos fechamento diário, precisamos dar notícias com grande velocidade, pois é esse o serviço que vendemos aos nossos clientes”. Ele relatou que a Reuters conta com uma equipe de cerca de 60 profissionais no Brasil, com grande foco na cobertura econômica e na política.

O diretor da Reuters lembrou também que a velocidade da publicação de matérias não exclui um grande zelo pela qualidade da informação. “Nesse ponto, as agências de comunicação e as assessorias das empresas desempenham um papel importante sempre que conseguem transmitir formação organizada e rápida aos repórteres”, afirmou Andrada e Silva.

Ele também lembrou que notícias de caráter negativo têm maior força quando envolvem empresas, personalidades e instituições de renome. E lembrou frase do escritor português José Saramago, Nobel de Literatura, que declarou em entrevista recente estar consciente de que um disparate pode correr o mundo em menos de 30 minutos. Andrada e Silva ressaltou que essa velocidade é marca das novas tecnologias de distribuição da informação e que o zelo pela qualidade do que se veicula é uma forma de garantir que boas notícias também circulem o mundo em poucos minutos.

O presidente da PR Newswire do Brasil, Helio Garcia, lembrou que a distribuição de informações especializadas é uma das ferramentas mais importantes para que as agências e seus clientes consigam acesso aos jornalistas estrangeiros, que dispõem de pouco tempo para lidar com o volume de releases e informações que recebem diariamente.

No encerramento do encontro, o presidente da Abracom reafirmou a importância dos espaços para que os profissionais de comunicação possam refletir sobre seu trabalho.

Os Encontros de Comunicação Corporativa são realizados desde 2005, com patrocínio da PR Newswire do Brasil (www.prnewswire.com.br). Nas sete edições já promovidas, temas como o futuro da imprensa, a parceria entre as redações e as agências e o trabalho do profissional de comunicação nas empresas e nas agências estiveram em pauta. A série terá continuidade em 2006, com mais 4 encontros.

 

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