Abracom faz balanço de 2004

O ano de 2004 foi decisivo para a consolidação da Associação Brasileira das Agências de Comunicação ? Abracom. No primeiro semestre um processo sucessório unânime garantiu a transição entre a primeira gestão, comandada pelo empresário João Rodarte, da qual fiz parte como diretor de Expansão e Mobilização. O grupo de diretores, praticamente o mesmo da gestão anterior, assumiu a tarefa de consolidar o crescimento da entidade, criada em 2002 por 56 agências. E a mim, coube o desafio de comandar a nova gestão, cujo foco inicial trabalho foi a ampliação da representatividade nacional da associação. E apostamos também no desenvolvimento de ações voltadas para o aperfeiçoamento do grau de profissionalismo das empresas do setor.



Hoje, a Abracom tem 170 associadas, com presença em 16 estados e no Distrito Federal. A cada mês, novas adesões ampliam nosso campo de atuação. Neste ano, foi criada a primeira coordenação estadual, no Pará, onde já são 9 as empresas associadas. Agências do Rio de Janeiro, Minas Gerais e do Distrito Federal realizaram encontros e eventos locais. E para 2005 diversas atividades serão promovidos nas principais cidades onde há empresas associadas da Abracom.



O ano de 2004 também foi marcado por cursos na área de gestão empresarial, um dos focos da atuação da entidade. Workshops em áreas como planejamento de negócios e controle de custos e formação de preços, contando com consultores especializados. A partir dessas ações, comandadas pela diretoria de capacitação profissional, também foi possível a criação de um novo grupo de trabalho, que reúne mensalmente diretores e gerentes administrativos das empresas associadas. Na pauta, temas como a legislação fiscal e política de recursos humanos, que tornam o grupo um espaço privilegiado para troca de informações entre as agências.



O Conselho de Ética da Abracom tomou posse em 2004 e realizou sua primeira reunião semestral em novembro último, analisando demandas sobre o relacionamento comercial das empresas. O caminho apontado por nossos conselheiros foi o da valorização das melhores práticas de mercado, representadas por um conjunto de valores de Ética empresarial que tornam a concorrência entre as empresas e seu relacionamento com clientes e fornecedores mais transparente.



A partir desse tema, também foi retomado o funcionamento do grupo de Mercado, que propôs para 2005 uma série de atividades destinadas a aperfeiçoar o conhecimento dos clientes sobre as melhores práticas de mercado, seja com referência a concorrências, preços ou de relações comerciais entre cliente e agência.



E para que o tema das best practices seja uma realidade concreta no relacionamento das agências com o mercado a série ?Cadernos de Comunicação Organizacional? inaugurou a linha de publicações da Abracom. O primeiro número, ?Como Escolher uma Agência de Comunicação, lançado em versão online e também em versão impressa, mostra os caminhos para que uma empresa ou organização possa fazer da escolha de uma agência uma tarefa objetiva e bem sucedida. Para 2005, novos títulos serão lançados, sempre com o foco no aperfeiçoamento das práticas do mercado.



Na área governamental, a Abracom continuou a política de buscar abertura de novas oportunidades de negócios para as empresas do setor. Contatos com a Secretaria de Comunicação do Governo Federal foram feitos para que as licitações para serviços de comunicação sejam mais freqüentes e realizadas com parâmetros realistas. Uma consultoria jurídica auxiliou a Abracom no desenvolvimento de um modelo de edital de licitação. E os associados puderam contar com o apoio jurídico conveniado em casos de esclarecimentos e elaboração de pareceres sobre concorrências.



O relacionamento com os diversos segmentos do mercado também esteve em pauta. Para isso, diretores e associados da Abracom estiveram presentes em seminários, palestras, eventos do setor, além de abertura de canais de diálogo com veículos especializados. A divulgação do segmento também foi uma prioridade, culminando com a publicação da primeira edição especial do Meio & Mensagem sobre Comunicação Corporativa, que circulou em novembro. Um caderno que mostrou ao mercado a relevância do trabalho das agências de comunicação e seu posicionamento como segmento econômico que gera empregos e renda, além, é claro, de ser uma atividade cada vez melhor percebida pelas empresas e organizações como estratégica para o bom desenvolvimento de seu negócio.



Para desenvolver o mercado de comunicação, é preciso que tenhamos melhor conhecimento de seu tamanho e estrutura. Também precisamos saber o que pensam os empresários e parceiros do setor. Por isso, a Abracom tem realizado pesquisas em que levanta o perfil das agências de comunicação, os segmentos de mercado atendidos por elas, o perfil da formação de seus profissionais e a opinião de seus diretores a respeito de temas relevantes para o mercado.



E os temas mais polêmicos também são alvo de reflexão da entidade. O debate sobre a regulamentação do exercício profissional na área de comunicação levou a Abracom a criar um grupo de trabalho específico para acompanhar a legislação e os projetos de lei que podem alterar as normas trabalhistas, sempre com o acompanhamento de consultoria jurídica. Além disso, o contato permanente com entidades representativas dos segmentos profissionais, garante uma interlocução de alto nível, sempre com o objetivo de trazer para as agências associadas informações concretas a respeito do marco legal nessa área.



A série de Encontros de Comunicação Corporativa, com a realização de três palestras em São Paulo e uma no Rio de Janeiro, trouxe à tona debates com profissionais do mercado e da mídia, em torno de temas como o relacionamento entre agências e redações e agências e clientes.



Na área internacional, retomamos os contatos com entidades congêneres na Europa, Ásia e América do Norte. Informações sobre o mercado internacional são buscadas através de permanente intercâmbio com sites especializados.



O desenvolvimento da entidade tem também o importante apoio das chamadas diretorias de suporte, como as vice-presidências, a secretaria-geral, as diretorias de imagem e eventos, de assuntos jurídicos e de comunicação. Além do conselho fiscal, sempre presente nas reuniões de diretoria. Além da estrutura profissionalizada, com uma assistente administrativa e a secretaria-executiva, que fazem o atendimento aos associados e a assessoria aos diretores e coordenadores de grupos de trabalho.



Todo esse trabalho conta com a participação decisiva das empresas associadas, seja através da atuação nos grupos de trabalho, no envio de críticas e sugestões ou no apoio às ações das diversas diretorias.



Para finalizar este breve balanço de 2005, não poderíamos deixar de mencionar nosso parceiros, que ao longo do ano apoiaram e patrocinaram atividades da Abracom. A PR Newswire, o Max Press, o Comunique-se, os jornais Valor Econômico e Meio & Mensagem, as publicações Jornalistas & Cia. e Jornal da Comunicação Corporativa, a Aberje ? Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, a ABA ? Associação Brasileira de Anunciantes, o comitê de comunicação da Câmara Americana de Comércio, o IBC ? International Business Communications, a RHS Licitações, as revistas Imprensa e Negócios da Comunicação e a ECA ? Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.



A cada ano que passa, o desafio da Abracom é maior. E temos a certeza de que ao final de 2005 faremos um novo balanço positivo. O mercado de comunicação corporativa é um setor da economia que apresenta nos últimos anos taxas de crescimento acima da média nacional, mostrando-se como um setor com forte potencial. E nesse contexto, a Abracom é cada vez mais necessária para organizar e fortalecer esse mercado.




José Luiz Schiavoni

Presidente


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