Empresas lucram com propaganda do bem

Gisele Bündchen doou o cachê de um desfile para o Programa Fome Zero. Em troca, ganhou os holofotes da mídia, capas de jornais, revistas e horário nobre nas emissoras de televisão. Um plano de divulgação que "não tem preço", na opinião de um dos mais respeitados publicitários do País, que prefere o anonimato. "O valor de espaços editoriais na mídia é imensurável porque envolve a credibilidade dos veículos", completa depois de brincar com o slogan da empresa da qual Gisele é garota-propaganda.  

 

Não é à toa, portanto, e para ter proximidade com o poder, que várias empresas anunciam, a todo instante, apoios ao Programa Fome Zero. Em troca, ganham os seus minutos de fama e até um dedo de prosa com Lula. Outro fator motivador é a responsabilidade social dessas empresas, o que as torna mais próxima da comunidade.  

 

As adesões de grandes grupos ao Fome Zero não é diferente da que teve o programa Educação Solidária, capitaneado pela antropóloga e ex-primeira-dama Ruth Cardoso.  

 

Outro publicitário, com contas de empresas grandes que dão apoio aos dois programas, os do atual governo e do passado, diz que o retorno dessas ações é sempre positivo para a imagem institucional das empresas. Não obstante ganham, dependendo do programa, simpatia e, em alguns casos, isenções fiscais. Ou seja, o dinheiro que gastariam pagando ao Leão, passa a engrossar suas verbas de marketing. Uma propaganda do bem. (C.F.)
FONTE: O Estado de S.Paulo

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